Quem vota como você
Seu estado
Segurança Pública
Você é a favor de reduzir as penas dos condenados pelo 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado, mudando o cálculo das penas (PL da Dosimetria)?
PL 2162/2023. Votada no Senado em dez/2025 (ver como cada um votou) e na Câmara em dez/2025 (ver como cada um votou).
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O que é
Em 8 de janeiro de 2023, pessoas invadiram e depredaram o Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. Centenas foram condenadas, e o STF condenou também o grupo acusado de planejar uma tentativa de golpe de Estado. Este projeto muda a forma de calcular essas penas: crimes cometidos no mesmo episódio deixam de se somar por inteiro, e o condenado pode passar mais cedo para um regime mais leve (do fechado para o semiaberto, por exemplo). O presidente Lula vetou o projeto em janeiro de 2026, o Congresso derrubou o veto em abril, e a lei foi contestada no STF.
Na prática
Aplicada a lei, parte dos condenados tem a pena reduzida e sai da cadeia antes. Ela alcança também os condenados por tentativa de golpe de Estado, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Quem votou a favor dizia que
as penas foram altas demais, principalmente para quem só estava no meio da multidão, e somar crimes quase iguais pune duas vezes o mesmo ato.
Quem votou contra dizia que
diminuir as penas enfraquece a punição de um ataque contra a democracia, e mudar a regra depois da condenação abre precedente.
Segurança Pública
Você é a favor de manter o decreto de 2019 que ampliou a posse e o porte de armas?
PDL 233/2019 (projeto que derrubava o decreto). Votada no Senado em jun/2019 (ver como cada um votou).
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O que é
Em maio de 2019, o governo federal publicou um decreto que facilitava comprar e andar com armas: aumentava as profissões que podiam andar armadas e a quantidade de munição que se podia comprar. O Senado votou um projeto para derrubar esse decreto e aprovou. Antes de a Câmara votar, o próprio governo revogou o decreto e publicou outros no lugar.
Na prática
Manter o decreto significava mais facilidade para o cidadão comum ter arma em casa e carregar arma na rua. Derrubar significava voltar às regras mais restritas que valiam antes.
Quem votou a favor dizia que
o cidadão tem direito de se defender, e a regra anterior dificultava demais.
Quem votou contra dizia que
o decreto ia além do que o Estatuto do Desarmamento permite, e mais armas em circulação aumentam as mortes.
Meio Ambiente
Você é a favor de aprovar a nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que cria licenças mais simples e dispensa algumas atividades de licença?
PL 2159/2021 (na Câmara, PL 3729/2004). Votada no Senado em mai/2025 (ver como cada um votou) e na Câmara em mai/2021 (ver como cada um votou).
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O que é
Antes de construir uma estrada, uma fábrica ou uma barragem, é preciso uma licença ambiental, em que um órgão público analisa o impacto na natureza. Esta lei cria regras nacionais para isso. Em muitos casos, permite a licença por adesão e compromisso, em que a própria empresa declara que cumpre as exigências, e dispensa de licença algumas atividades, como parte da agropecuária.
Na prática
Obras e empreendimentos saem do papel mais rápido. Em troca, uma parte deles passa a começar sem análise prévia do órgão ambiental.
Quem votou a favor dizia que
a demora das licenças trava investimento e emprego, e cada estado tinha uma regra diferente.
Quem votou contra dizia que
a própria empresa passa a atestar o que o poder público conferia, e isso aumenta o risco de desmatamento, poluição e desastres.
Meio Ambiente
Você é a favor de adotar em lei o marco temporal: só seriam terras indígenas as ocupadas em 5 de outubro de 1988?
PL 2903/2023 (na Câmara, PL 490/2007). Votada no Senado em set/2023 (ver como cada um votou) e na Câmara em mai/2023 (ver como cada um votou).
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O que é
A Constituição garante aos povos indígenas as terras que eles tradicionalmente ocupam. O marco temporal diz que só pode ser demarcada como indígena a terra que estava ocupada por eles em 5 de outubro de 1988, dia em que a Constituição foi promulgada. A Câmara aprovou esta lei em maio de 2023. Em setembro, o STF julgou a tese inconstitucional e, dias depois, o Senado aprovou a lei, colocando o marco temporal na legislação.
Na prática
Terras que não estavam ocupadas por indígenas em 5 de outubro de 1988 deixam de poder ser demarcadas, a não ser que houvesse conflito ou disputa pela terra naquela data.
Quem votou a favor dizia que
dá segurança a quem produz e tem título da terra, e encerra disputas que duram décadas.
Quem votou contra dizia que
muitos povos foram expulsos à força antes de 1988 e não teriam como provar a disputa pela terra naquela data.
Economia e Tributos
Você é a favor de trocar cinco tributos sobre consumo (PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS) pela CBS e pelo IBS (reforma tributária)?
PEC 45/2019. Votada no Senado em nov/2023 (ver como cada um votou) e na Câmara em jul/2023 (ver como cada um votou).
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O que é
Quando você compra qualquer coisa, o preço já embute vários impostos: três federais (PIS, Cofins e IPI), um estadual (ICMS) e um municipal (ISS), cada um com regras próprias em cada estado e cidade. A reforma troca esses cinco por dois: a CBS, federal, e o IBS, de estados e municípios, no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA) usado em muitos países. A troca é gradual, de 2026 a 2033.
Na prática
Na nota fiscal, o imposto fica mais fácil de identificar, e tende a acabar a disputa entre estados que baixavam o ICMS para atrair empresas. Alguns setores, como serviços, tendem a pagar mais do que hoje; outros, como a indústria, menos.
Quem votou a favor dizia que
o sistema atual é dos mais complicados do mundo e encarece tudo.
Quem votou contra dizia que
a alíquota final pode ficar entre as mais altas do mundo, e estados e cidades perdem autonomia sobre os próprios impostos.
Economia e Tributos
Você é a favor de substituir o teto de gastos pelo arcabouço fiscal, que liga o crescimento da despesa ao crescimento da receita?
PLP 93/2023. Votada no Senado em jun/2023 (ver como cada um votou) e na Câmara em mai/2023 (ver como cada um votou).
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O que é
Desde 2017 valia o teto de gastos: a despesa do governo federal só podia crescer de acordo com a inflação do ano anterior. O arcabouço fiscal trocou essa regra. A despesa pode crescer acima da inflação, mas no máximo 70% do quanto a arrecadação cresceu, dentro de um limite entre 0,6% e 2,5% ao ano, e o governo passa a ter metas de resultado das contas.
Na prática
O governo ganha algum espaço para aumentar gastos quando arrecada mais, e precisa segurar quando arrecada menos.
Quem votou a favor dizia que
o teto era rígido demais e travava investimento, e a nova regra ainda mantém controle.
Quem votou contra dizia que
para uns, a regra deixa o gasto crescer demais; para outros, ainda aperta os investimentos.
Trabalho e Previdência
Você é a favor de aprovar a reforma da Previdência de 2019, que criou idade mínima para se aposentar (65 anos para homens e 62 para mulheres)?
PEC 6/2019. Votada no Senado em out/2019 (ver como cada um votou) e na Câmara em ago/2019 (ver como cada um votou).
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O que é
Antes de 2019, quem contribuía para o INSS podia se aposentar por tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 para mulheres), sem idade mínima. A reforma da Previdência criou idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres, no INSS e no serviço público federal, com regras de transição para quem já trabalhava. O valor da aposentadoria passou a ser calculado pela média de todos os salários, e não mais só pelos 80% maiores. A reforma foi promulgada em novembro de 2019.
Na prática
A pessoa contribui por mais tempo antes de se aposentar, e o valor inicial tende a ser menor para muita gente. A contribuição passou a crescer com o salário: quem ganha menos paga um pouco menos que antes, e quem ganha mais paga mais.
Quem votou a favor dizia que
as pessoas vivem mais, e sem a reforma o gasto com aposentadorias tomaria o dinheiro de saúde, educação e investimento.
Quem votou contra dizia que
quem começa a trabalhar cedo e em serviço pesado é o mais prejudicado, e o valor da aposentadoria caiu para muita gente.
Habitação
Você é a favor de suspender despejos e desocupações durante a pandemia de covid-19?
PL 827/2020. Votada no Senado em jun/2021 (ver como cada um votou) e na Câmara em mai/2021 (ver como cada um votou).
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O que é
Na pandemia de covid-19, muita gente perdeu renda e atrasou o aluguel. Este projeto suspendeu, até o fim de 2021, despejos e remoções de famílias em áreas urbanas: nos casos de aluguel atrasado de valor mais baixo (até R$ 600 para moradia e R$ 1.200 para comércio) e nas ocupações.
Na prática
Quem estava com o aluguel atrasado não podia ser tirado de casa naquele período. O dono do imóvel continuava sem receber e sem poder retomar o imóvel até o fim do prazo.
Quem votou a favor dizia que
tirar famílias de casa em plena pandemia aumentaria o contágio e o número de pessoas na rua.
Quem votou contra dizia que
o dono do imóvel, que também pode depender daquele aluguel, arcava sozinho com o prejuízo.
Habitação
Você é a favor de aprovar o novo marco do saneamento, que abre os serviços de água e esgoto à concorrência de empresas privadas?
PL 4162/2019. Votada no Senado em jun/2020 (ver como cada um votou).
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O que é
Na época, cerca de 35 milhões de brasileiros não tinham água tratada e cerca de 100 milhões não tinham coleta de esgoto. O novo marco obriga as cidades a contratar o serviço por licitação, em que empresas públicas e privadas concorrem, em vez de fechar contrato direto com a companhia estadual. Também fixa metas: 99% da população com água e 90% com esgoto até 2033.
Na prática
Empresas privadas passam a disputar os contratos de água e esgoto da sua cidade com as companhias públicas.
Quem votou a favor dizia que
o investimento privado acelera obras que o poder público não conseguia fazer.
Quem votou contra dizia que
a conta de água pode ficar mais cara, e cidades pequenas, que dão menos lucro, podem ficar sem interessados.
Educação
Você é a favor de autorizar o governo do Rio Grande do Sul a criar escolas cívico-militares?
PL 344/2023 (ALERGS). Votada na Assembleia do RS em abr/2024 (ver como cada um votou).
Entender esta votação
O que é
Escola cívico-militar é uma escola pública comum em que militares (da reserva, bombeiros ou policiais) cuidam da disciplina e da organização, enquanto os professores continuam dando as aulas. Em 2023, o governo federal encerrou o programa nacional dessas escolas. Este projeto autoriza o governo do Rio Grande do Sul a manter e criar escolas nesse modelo no estado.
Na prática
Escolas estaduais gaúchas podem adotar o modelo, com militares no dia a dia da escola.
Quem votou a favor dizia que
traz mais disciplina e segurança, o que ajuda o aluno a aprender.
Quem votou contra dizia que
militar não é formado para educar, e o dinheiro poderia ir para professores e estrutura.
Segurança Pública
Você é a favor de punir quem invade ou ocupa propriedade no RS, tirando o acesso a programas sociais, cargos e contratos do Estado?
PL 154/2023 (ALERGS). Votada na Assembleia do RS em jun/2024 (ver como cada um votou).
Entender esta votação
O que é
Este projeto cria punições do Estado para quem invade ou ocupa sem autorização uma propriedade rural ou urbana no Rio Grande do Sul. A pessoa fica impedida de receber benefícios e programas sociais estaduais, de assumir cargo na administração do Estado e de fechar contrato com o governo estadual.
Na prática
Quem participar de uma ocupação, de terra no campo ou de prédio na cidade, pode perder o acesso a programas sociais do Estado e ficar de fora de cargos e contratos estaduais.
Quem votou a favor dizia que
invadir propriedade é crime, e quem desrespeita a lei não deve receber benefício pago por todos.
Quem votou contra dizia que
a punição atinge famílias sem moradia ou sem terra que ocupam por necessidade, e a propriedade já é protegida pela Justiça.
Meio Ambiente
Você é a favor de permitir açudes e barragens para irrigação em áreas de preservação permanente (APP) no RS?
PL 151/2023 (ALERGS). Votada na Assembleia do RS em mar/2024 (ver como cada um votou).
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O que é
Áreas de preservação permanente (APP) são faixas protegidas por lei, como as margens de rios e nascentes, onde em regra não se pode desmatar nem construir. Este projeto muda o Código Estadual do Meio Ambiente para permitir açudes e barragens nessas áreas, para guardar água para a lavoura e a criação de animais, quando não houver alternativa. Virou a Lei 16.111/2024.
Na prática
O produtor pode represar água perto de rios e nascentes para irrigar na estiagem. Em troca, parte da vegetação que protege essas margens pode ser retirada.
Quem votou a favor dizia que
as estiagens seguidas quebraram safras no RS, e sem guardar água o produtor, pequeno ou grande, não consegue irrigar.
Quem votou contra dizia que
a lei estadual contraria o Código Florestal federal, e tirar a proteção das margens agrava a erosão e a falta de água.
Serviços Públicos
Você é a favor de ampliar a gestão de serviços públicos do RS por organizações sociais (entidades privadas sem fins lucrativos)?
PL 439/2025 (ALERGS). Votada na Assembleia do RS em dez/2025 (ver como cada um votou).
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O que é
Organização social é uma entidade privada sem fins lucrativos que recebe dinheiro público para administrar um serviço, com um contrato de metas. Este projeto, do governo do Estado, cria as regras para o RS passar a essas entidades a gestão de serviços em 15 áreas, entre elas saúde, educação, assistência social, cultura, meio ambiente e esporte.
Na prática
Hospitais, escolas, museus e outros serviços estaduais podem passar a ser administrados por uma entidade privada, com o Estado pagando e cobrando as metas do contrato.
Quem votou a favor dizia que
a gestão por metas é mais ágil que a máquina pública, e o serviço continua do Estado, que paga e fiscaliza.
Quem votou contra dizia que
abre caminho para privatizar serviços essenciais, com contratação sem concurso e fiscalização difícil, como auditorias já apontaram.
Consumo
Você é a favor de restringir a publicidade de apostas esportivas (bets) no RS?
PL 408/2025 (ALERGS). Votada na Assembleia do RS em abr/2026 (ver como cada um votou).
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O que é
Este projeto limita a propaganda de sites de apostas esportivas (bets) no Rio Grande do Sul. Proíbe anúncio em estádios e ginásios (menos de patrocinador oficial do time ou do evento) e perto de escolas, só permite propaganda em TV, rádio e streaming entre 21h e 6h, e exige aviso de risco em pelo menos 15% do anúncio. Virou a Lei 16.508/2026.
Na prática
Menos propaganda de bets na TV durante o dia e nos lugares com crianças e adolescentes. A empresa que descumprir pode ser multada e ter o registro no Estado cancelado.
Quem votou a favor dizia que
a propaganda empurra jovens e famílias para o vício em apostas e para dívidas, e o Estado precisa proteger quem mais se expõe.
Quem votou contra dizia que
regular apostas é tarefa da União, como apontou o próprio Ministério da Fazenda, e uma lei só do RS cria regra diferente da do resto do país.